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Criança Catarral

Existe um conjunto de sintomas bem definidos que eu chamo de "síndrome da criança catarral". Trata-se do pequeno paciente com alergia respiratória e baixa imunidade (baixa resistência imunológica não é o mesmo que baixa resistência física!), que reage "catarralmente" a qualquer estímulo externo, como uma mudança de temperatura, ficar descalço, pegar um vento, tomar um gelado, etc...

Essas crianças são acometidas de otites, rinites, sinusites, faringo-amigdalites e/ou bronquites de repetição.

Os ouvidos, fossas nasais, seios da face ..., são forrados pelo mesmo epitélio respiratório, que reage ao agressor produzindo muco. Assim, ao contrário do que se pensa, essas cavidades não são os verdadeiros "bandidos" mas, sim, os agredidos.

Os pais têm a ilusão que, fazendo uso de vitaminas ou eliminando um determinado germe com um antibiótico potente, estarão eliminando o problema. Na realidade, estão tratando exclusivamente aquela crise, não fazendo qualquer prevenção para o dia seguinte.

É necessário entender que se deve tratar a causa primária, ou seja, o problema imuno-alérgico, em paralelo às crises intercorrentes.

São 5 pontos importantes: os pais devem ter paciência, mas persistência; a criança melhora com o crescimento, com estimulação imuno-alérgica específica e com atividade físico-respiratória rotineira (natação é o mais indicado). São os elementos para que as crises catarrais, com o tempo, sejam cada vez menos frequentes e intensas.

O seu otorrinolaringologista, em conjunto com o pediatra e o imunologista, saberá dar a melhor orientação para cada caso, eliminando causas coadjuvantes, como hipertrofia de adenóides, ou consequências danosas sobre as cavidades agredidas, como perda auditiva, por exemplo.